
sexta-feira, outubro 24, 2008
(...)

sexta-feira, outubro 03, 2008
terça-feira, julho 29, 2008
Existe(s) em mim!

Estende-me a tua mão. Quero percorrer com meus dedos os caminhos que elas traçam. Quero tocar-te. Quero segurar-te e guardar-te, quero-te então e apenas.
quinta-feira, julho 10, 2008
Tenho Saudades de Nós...

quinta-feira, outubro 11, 2007
Seguindo um rumo..

Sempre gostei de escrever. Desde pequena, este meu amor era visível em toda a parte...numa primeira fase no papel. Mais tarde nas paredes, nas mesas e nas cadeiras para desespero de meus pais, e delícia dos meus irmãos....
Com 13 anos ofereceram-me o meu primeiro diário. Inicialmente era escrevinhado todos os dias, mas à medida que o tempo passava, os registos tornaram-se mais raros, até terem interrupções de 4 anos. Remeti aquele diário para o esquecimento, não porque tivesse deixado de escrever, mas porque ele deixara de fazer sentido. Vivia a minha vida com tal intensidade que não conseguia registar tudo ao ritmo a que vivia, por forma que era preferível viver simplesmente, sem registos escritos...
Hoje, acordei com o sabor desses dias. Desejando muito parar. Fazer uma separação amigável da minha companheira de vida - a escrita.
Decidi despir-me também aqui dos registos. Tudo se me esgotou nas palavras e vejo chegada a hora de fazer delas apenas gestos. Não acredito nas partidas definitivas. Sei que um dia, tornarei. Mas agora, há apenas uma Vida que chama por mim, e eu tenho que partir...
A todos os que me leram, um carinho especial por terem partilhado comigo os meus Pensamentos da Alma e todos os pedaços de que fiz vida. Continuarei a visitar-vos e a guardar-vos em lugar especial, dentro de mim...
sexta-feira, setembro 28, 2007

segunda-feira, setembro 10, 2007
Plurais e escaladas...
- Hoje vamos subir o S. Brás!Perplexa, detive-me naquele plural e até me ocorreu uma fala de um filme de animação (A Idade do Gelo) quando o Mamute explicava à Preguiça de uma forma clara que não o nós era pura ficção: “NÓS??? Aqui não há um NÓS, aliás se não fosse EU, nem existia um TU! Entendido?”. Confesso que tive uma enorme vontade de fazer papel de mamute, mas limitei-me a fingir que não tinha ouvido nada daquilo. Meia hora depois, tinha ao pé de mim, toda a gente equipada para escalar, subir e vencer o tal Monte de S. Brás. Máquina fotográfica, garrafas de água, calções, ténis…enfim… Quando me dei conta já tinha sido arrastada para o sopé do tal monte com toda a gente a decidir por onde havíamos de subir (haviam 2 caminhos), porque a descida seria feita por exclusão de partes.
Tenho vertigens! Yahp, daquelas vertigens que acrescem em perigosidade pela atracção pelo abismo… isto trocado por miúdos quer dizer, que face a altitudes que me apavoram, eu tenho uma tendência descontrolada para acreditar piamente que ultrapasso aquilo a voar. Ai Deuses… aquela manhã não estava nada a ser fácil… mas lá decidi seguir as hostes cantando para dentro o”i belive i can flyyyyyyyyyy” ( o que por si não era um bom presságio!), tentando verificar se as asas já tinham começado a crescer…
Os primeiros 100 metros já tinham ficado para trás e nós continuávamos a abrir caminho saltitando de pedra em pedra, de calhau em calhau, de silva em silva, de medronheiro em medronheiro, e a desbravar mato como se tivéssemos em plena selva amazónica. Eu começava a olhar para baixo, as pulsações aceleravam e o meu cérebro começava a emitir mensagens de “Pânico!” (e ainda nada de asas). Lembrei-me de um filme que tinha visto há pouco tempo e lamentei não ter ali um saco de papel para ir respirando lá para dentro, para evitar um ataque de pânico descontrolado… Tentei abstrair-me daquela subida e à medida que o fazia ia cantando de forma mais sonora e explicita a cantiguinha que até ao momento tinha sido cantada só para dentro! Perto dos 300 metros, cum catano…já mesmo no finalzinho, já não haviam nem pedras, nem calhaus nem nada, ou seja, tínhamos que emaranhar literalmente monte acima cerca de 5 metros (cheguei a pensar que se me ia dar ali uma coisinha, assim sem saber ler nem escrever!)! Agora sim, sentia-me mesmo quilhada de todo! Ouvi alguém perguntar-me: - Estás bem? – eu de olhar fulminante (sim, há mesmo este tipo de olhar, que eu bem sentia os olhos a quererem saltar das órbitas) respondi: - Yah, ‘tou bem… tirando o facto de ter vertigens, de me estar a conter há mais de 200 metros para não me atirar lá para baixo, e de estar com as pernas em autogestão a teimar tremer quando lhes estou a dar ordens para SUBIR, de ter transpirações de pânico de forma a fazer inveja ao próprio Obikwelo, e de estar com ganas de trucidar quem me convenceu a vir neste passeio…, tirando tudo isso tá-ssssssse! (só coloco aqui o que disse, recuso-me a colocar o que pensei… porque o que me passou pelo pensamento, contém resmas de palavras censuradas, e Himalaias de expressões cabeludas).
Devo ter sido suficientemente intimidativa, que as ajudas começaram a chegar aos trambulhões e com alguns desabafos à mistura, acabei por chegar ao topo do Monte! No topo, aquilo não estava a ser pêra doce! Primeiro, tive que controlar os batimentos cardíacos (até pensei que a qualquer momento tinha que recorrer ao desfibrilhador). Depois, tentei entrar em Zen…algumas vezes, muitas vezes, infinitas vezes… mas a ligação com Zen, estava indisponível (devia estar com falta de rede) …e por muito que eu gemesse AHUMMMMMMMMMMM…as tentativas revelaram-se absolutamente infrutíferas!
Passados alguns minutos, avisam-me que iamos começar a descer! Agora é que era! Agora é que íamos mesmo ter a burra nas couves!!! Tudo o que eu tinha tentado não ver durante a subida, estava agora ali, completamente escarrapachado à minha frente, com a agravante de não haver mato, nem árvores para esconder aquela descida a pique pela encosta daquele monte. Na descida haviam uns degraus em cimento, sem pontos apoio, que me fizeram desejar por momentos, ter em mim algo de Mulher Aranha, ou de Super Mulher, que num estalar de dedos me fizessem estar dali para fora, voando ou tecendo, que para mim, todos os fins justificavam os meios, o que por outras palavras, quer dizer, que eu já estava por tudo! Finalmente chegámos ao fim da descida e os meus sinais vitais retomaram aos poucos a normalidade! Respirei fundo algumas vezes, muitas vezes, tantas vezes, que ía ficando com uma over dose de Oxigénio. Senti que estava lentamente a passar de branco transparente para o meu lindo e fantástico moreno cobre. Todos os meus membros, começavam a reagir ás minhas ordens passando do estado paralisado para o estado rapidamente activo e desesperadamente apressado…Estava eu embrenhada neste regresso a mim, quando me dizem de forma efusiva: - Ena a subida foi mesmo fixe! Temos que repetir isto no Inverno!!!
Nessa hora não me contive e lá respondi: - Nos TEUS sonhos, só se for mesmo nos TEUS Sonhos!
sexta-feira, setembro 07, 2007
quarta-feira, setembro 05, 2007
E finalmente...o "meme"...

Escuto o sentir do compasso, marcado pela cadência desta cama de rede onde balanço.
Mergulho nos “memes” da minha vida, tentando definir um que me sirva, de referência primeira...decisiva! Mas à medida que busco, as memórias surgem densas e descubro que de intensas, é impossível escolher, entre alegrias tristezas, entre duvidas e certezas, entre o que tenho ou irei ter! Opto por imprimir balanço ao trono feito de rede, e trauteio uma musica, uma canção de embalar , uma das que em pequenina, me ajudavam a sonhar. Chega então ao pensamento a angustia de alguns dias, os choros e desesperos, o pavor e tantos medos que se instalaram em mim, a lembrança dos minutos, que custavam a passar, dias que pareciam meses e o temor de adormecer sem saber se ia acordar. A força desse Sentir, que me tornou desmedida, foi um ponto de viragem...inicio de nova vida.
Enrosco-me na manta quente, olho o céu no meu balanço, deixo que a noite me abrace no manto de estrelas manso...e fico apenas ali, a sentir esta Verdade que imprime em mim cada instante, num sabor a Eternidade...”
quarta-feira, julho 25, 2007
Sonhos
Sonhei, que te passava as mãos no rosto num gesto de ternura intemporal. Os dedos ávidos de trajectos, os teus olhos de perguntar encontravam os meus, desenhando-lhes lentos compassos de espera, demoradamente lentos...segunda-feira, julho 02, 2007
Palavras na Areia

Ao quarto dia sem o ver, segui até ao terraço e encontrei em cima da mesa uma carta. Peguei cuidadosamente com um receio parvo de a rasgar sem querer, e li:
"Querida Concha:
No Mar existem muitas conchas. Umas bonitas e boas, e outras más e feias. Procurei as conchas boas, mas não as encontrei. Estavam partidas ou riscadas. Cortavam. Até que, um dia, a maré trouxe até mim uma concha. Colorida e transparente. Essa concha abriu-se e eu sentei-me lá dentro. Para sempre."
Li outra vez e mais outra até decorar todo o texto. Depois, sentei-me á mesa e tive vontade, pela primeira vez á muito tempo, de escrever um poema.
Fechei os olhos sob o sol generoso da tarde e escrevi mentalmente o que sentia naquele momento. Não já exactamente as palavras que acalentei no coração para responder aquela carta - a mais bonita que já recebi. Mas sei o que senti: medo. Um terrível medo terrível de não saber o que fazer com aquele sentimento grande, que se tornava maior do que eu. Medo de não estar á altura, de o desapontar. Medo de tudo não passar de um dos meus sonhos com coisas improváveis. E sobretudo, medo de o perder, embora tivesse agora a certeza do que aquele "Para sempre" significava.
Desci até á praia e consegui avista-lo atrás de um onda, a nadar com um peixe. Assim que me viu, acenou-me como que em chamamento. E eu chorei. Não sei se de alegria ou de pena de não ser mesmo essa concha transparente que ele pudesse transportar consigo nas fantásticas viagens que fazia diariamente por entre ondas, algas, e estrelas do mar.
Quando dei por mim estava á beira-mar. Descalcei os sapatos. A água fria
insistiu em acordar-me e eu não queria.
- Está quentinha! - disse o meu companheiro, saindo do mar e borrifando-me os cabelos com gotas salgadas.
- Está um gelo!
Riu-se.
- Senta-te aqui - pediu-me, puxando a dobra dos meus calções.
- Sabes... - prossegui eu.
- Encontrei um braço de lula gigante lá no fundo! - contou, eufórico, apontando a linha do horizonte.
- Eu queria dizer-te que...
- Deve ter havido uma luta com um tubarão.
- Credo! Há tubarões por aqui ?!
Gargalha estrondosa.
- Foi só para ver a tua cara! - e riu-se outra vez.
- Ouve, eu...
- Mas há raias gigantes. E lulas. E polvos de todos os tamanhos, lá no fundo, claro.
- Está bem, mas...
- Eu costumo encontrar alguns quando nado mais longe.
- Estou a ver. Agora o que queria dizer-te era...
- Corais é que não há. É pena.
Impacientei-me:
- Chiu! Importas-te de me deixar falar ?!
Riu-se descaradamente como que a desafiar-me.
- Estás zangada, é ?
- Por enquanto não, mas vou ficar se não me deixares falar! Detesto que me interrompam.
- Já sei tudo. - atalhou com o maior descaramento
- Sabes o quê, afinal, hein ?!
- Ora, que gostaste do meu poema e que até o sabes de cor.
Levantou-se para sacudir a areia dos calções. Eu fiquei boquiaberta, mas não me dei por vencida:
- Por acaso enganaste-te. Não era isso que ia dizer-te, embora seja verdade...
Com a ponta do pé atirou-me areia para o colo e voltou a enfrentar-me:
- Era isso que ias dizer, sim senhora. Eu sei.
- Então não vale a pena dizer-te o resto, pronto. E nesse caso, posso voltar para casa, não é ?
Pontapeou de novo a areia e disse descaradamente:
- Se quiseres ir-te embora, vai. Não me importo.
Irritou-me o que acabara de dizer e foi a minha vez de lhe atirar areia. Por falta de pontaria acertei-lhe em cheio nos olhos. Ele correu para o mar e eu fui atrás para lhe pedir desculpa. Como ele mergulhou, mergulhei também e fui apanha-lo um pouco antes da rebentação.
- Mostra os olhos! - pedi eu.
- Não faz mal...
- Desculpa. - disse eu baixo, tremendo de frio.
- Só se me disseres o que ias contar há bocado.
Olhei para trás, as ondas começavam a aumentar de tamanho e tive medo.
- Podemos conversar antes na praia ?
- Não! Aqui! - ordenou.
Mergulhei para ganhar coragem mas quando voltei á superfície já ele se tinha evaporado como de costume.
Senti então uma mão gelada no meu ombro.
- Ah ah! Apanhei-te!
Virei-me para ele. Os olhos azuis, cheios de agua e de sal, brilhavam como nunca e agora olhavam-me com a maior curiosidade.
- O que ia dizer-te, é que hoje compreendi...
- Que gostas muito mais de mim do que dantes. Eu também gosto mais de ti. Baixei a cabeça desolada.
- Porque é que nunca me deixas acabar as frases ?! Porquê ?!
- Porque não é preciso.
Viemos os dois a nadar até à praia. Depois deixamo-nos cair sobre a areia quente e seca. Em seguida, levantou-se bruscamente e deitou-se noutra posição, de cabeça em frente á minha, cabelos colados aos meus e murmurou.
- É tudo verdade.
- O quê ?
- Aquilo que eu escrevi.
Autor@: Mariana (a minha sobrinha, que eu amo, amo...amo!)
sexta-feira, junho 29, 2007
Tenho...
Tenho em mim a cor dos tempos, desse feito de momentos, em que os sonhos eram querer e a vontade era poder. Tenho as lutas e os instantes, em que exausta me quedava, envolvida pelo medo dos passos que ensaiava. Tenho os risos e alegrias, dos momentos que busquei e o orgulho assumido, concreto e tão definido de tudo o que conquistei. Tenho as dores do que perdi, dos meus sentires intrincados, das palavras mal empregues, dos sonhos alinhavados. Tenho universos de estrelas, em brilhos de amizade, partilhas doces e belas sentires feitos de verdade.E tenho em mim o Amor, feito de entregas serenas, salpicado com aromas doutros tempos, doutras eras. Todo o Amor tem em mim, momentos de Eternidade, que imprimo na minha memória, com maior intensidade. E essas memórias, por vezes, chegam densas, incisivas, traçam marcas, sulcos fundos, definem a minha vida. São marcas escritas na Alma, em tons de dor e verdade e que autenticam o Amor, num sinal de Eternidade!
quarta-feira, junho 27, 2007
Ainda algumas nomeações....

Amstist
http://www.amstist.blogs.sapo.pt/ - porque tem a capacidade de sonhar e acreditar no que sonha...O espaço dela, deixa-me rendida pelos brilhos e pelo ambiente que parece saído de um conto de fadas!
Coisas do meu querido Guilherme
http://coisasdogui.blogspot.com/ - porque sei que ele entende tudo o que eu pretendo e muitas vezes adivinha o que eu ainda nem pensei. Porque no seu espaço me faz entrar numa outra dimensão...e porque me fez descobrir que nesta realidade, também há espaço para Amizade.
Eternidade num momento
http://eternidadenummomento.blogspot.com/ - porque há anos que ele me envolve em tudo o que escreve, e porque por vezes, o sinto na primeira pessoa. Porque admiro a forma como ele consegue fazer dos sentimentos palavras e das palavras uma arte. É o que ironiza, e me deixa rendida. Tirando tudo isto, gosto dele porque sim!
Lágrimas de Luar
http://lagrimasdeluar.blogspot.com/ - porque me surgiu de forma calma e mansa, num período em que eu me senti particularmente atraída pela sua escrita. Por vezes levo dias até a conseguir comentar, apenas, porque tudo o que lhe digo se torna repetitivo. Nela, as palavras ganham sonoridade, cor, sabor, textura, apenas porque no seu cantinho, todas as melodias se escrevem em Lágrimas de Lua.
O Alquimista
http://alquimiadossonhos.blogspot.com/ - Este é um caso sério de Amor. Apenas, porque não o sei explicar, e como tudo o que não se consegue explicar se pode tornar sério, confesso que este é o meu caso sério!Por dia, páro neste blog vezes sem conta algumas vezes só para escutar a musica, outras só para ler o texto, e por fim, para fazer a comunhão das duas realidades, que me tocam sempre profundamente. O Alquimista prende-me a Alma, liberta-me os sonhos e deixa-me a pairar depois ao sabor do pensamento....
Reinvenção
http://alexiaa.blogs.sapo.pt/ - Este é um caso simples de Amor. Sei perfeitamente porque gosto do Reinvenção. Foi o unico blog que não vi nascer, mas que tive necessidade de ler desde o primeiro post. A escrita cativa, envolve e tranparece. Se porventura se pudesse reflectir num espelho o sentir de quem escreve, a Alexia seria aquela que melhor se veria, porque consegue ser apenas ela, de forma assumida, argumentativa e inteira. Sempre que estou Reinvenção, agradeço o facto, de um random me ter levado até ali, porque em definitivo, ela me faz muito bem. Este é um dos motivos, pelo qual nunca me canso de lhe dizer, que gosto muito muito dela...
Trampolim
http://trampolim.blogs.sapo.pt/ - A ki...ahumm... é uma verdadeira malabarista das palavras. Reflexiva, pensa na vida como ninguém.Profundamente filosófica emaranha o pensamento em palavras intricadas que se vestem de querer e de não querer. O Trampolim, define-se assim: "Há um mundo lá fora que grita saudade, que sente a distância como mágoa, a ausência como infinita e vive a cogitar o amanhã... O hoje é sempre um dia único, sente-o em plenitude, ao ritmo incessante da energia...", melhor, eu não conseguiria.
Regulamento
1. Podem participar na votação todos os bloggers que mantenham blogues activos há mais de um mês.
2. Cada blogger deverá referenciar sete nomes de blogs. A cada menção corresponde um 1 voto.
3. Cada blogger só poderá votar uma vez, e deverá publicar as suas menções no seu blog [da forma que melhor lhe aprouver], enviando-as posteriormente para o seguinte e-mail: 7.maravilhas.blogoesfera@gmail.com. No e-mail, para além da escolha, deverão indicar o link para o post onde efectuaram as nomeações. A data limite para a publicação e envio das votações é dia: 01/07/2007.
4. De forma a reduzir alguns constrangimentos [e desplantes], e evitar algumas cortesias desnecessárias, também são considerados votos nulos:
- Os votos dos blogger(s) em si próprio(s) ou no(s) blogue(s) em que participa(m);
No dia 7.7.2007 serão anunciados os vencedores e disponibilizadas todas as votações.
Apelo à divulgação desta iniciativa junto a todos os bloggers interessados em reconhecer publicamente o esforço, a dedicação e o talento para a arte de blogar de alguns dos seus congéneres.
Posto isto, dou por findo mais uma edição da entrega dos meus Óscares, sim, porque não sendo definitivo, são para mim os que me fazem sentido!
Repto do Amigo Guilherme
A Conspiração – Dan Brown
Conspiração audaz para lançar o mundo num vórtice de controvérsia. Quando um satélite da NASA descobre um estranho objecto entranhado nas profundezas do gelo do Árctico, a agência espacial vangloria-se de uma vitória de que muito necessita. Uma vitória com profundas repercussões para a política interna da NASA e para a futura eleição presidencial.
A Ilha das Trevas – José Rodrigues dos Santos
Romance onde o real dialoga com a ficção. A história de um Timorense que assiste, juntamente com a família, á saída dos Portugueses de Timor-Leste. Um romance aliado à narrativa histórica que relata de forma intensa a invasão indonésia que teve início em 1975, e que culminou em 1999 com o referendo que trouxe a independência a Timor.
Codex 632 – José Rodrigues dos Santos
Livro que tenta levantar o véu sobre a verdadeira identidade de Cristovão Colombo. Baseado em documentos históricos, transporta-nos para uma viagem no tempo, num jogo de espelhos onde a ilusão disfarça o real para dissimular a verdade.
A Fórmula de Deus – José Rodrigues dos Santos
Prova cientifica da existência de Deus. Livro que se baseia nas ultimas descobertas cientificas nos campos da física, da cosmologia e matemática. Envolve-nos numa viagem até ás origens do tempo, à essência do Universo e ao Sentido da Vida.
Só o Amor é Real – História do encontro de Almas Gémeas – Brian L. Weiss, M.D
História de um casal, que através de várias regressões descobrem a existência de laços que os unem através dos tempos.
“Já aqui estive antes,
Mas como ou quando não sei dizer;
Conheço a relva para lá da porta,
O cheiro doce e penetrante,
O som sussurrante, as luzes junto à costa.
Já antes foste minha-
Há quanto tempo, não sei dizer:
Mas no momento em que o voo daquela andorinha
O teu pescoço curvou assim,
Algum véu caiu,- soube tudo dos tempos antigos”
O Corpo – Richard Ben Sapir
Numa escavação rotineira em Jerusalém, encontra-se um esqueleto com estranhas marcas alaranjadas de oxidação, indicativas de ter sido crucificado. Uma placa de argila sobre o corpo, ostentava a inscrição “Rei dos Judeus” em aramaico. Mergulha-se de imediato na excitação do que é impensável, inacreditável, do acontecimento que simplesmente, não podia ter acontecido.
O Mito de Camões em Itália – Henrique de Almeida Chaves
Seguindo o rasto nas bibliotecas de toda a Europa, mas especialmente nas Italianas, desde Marciana de Veneza à do Conservatório Nacional de Santa Cecília em Roma, desde Nápoles até Florença, Bolonha e Génova, coligiu e fotocopiou documentos realizando um trabalho de estudo de comparística de que hoje, no clima de unidade europeia, se começa, mesmo em Itália, a sentir falta.
Para terminar, agora terei que nomear 5 blogs, o que me parece uma tarefa complicada. Sendo assim, tchaaaaannnn tchannnnnnn tchannnnnnnn, the nominees are:
Amstist - com um beijo na doce ternura da amizade :)
Eternidade num Momento - Com alguma curiosidade confessa :)
Reinvenção - Porque gosto da forma como ela encara estes reptos :)
e peço desculpas por só nomear estes blogs, mas de momento três parece-me um nome místico de levar em linha de conta! :)
Para ti, Guilherme, muitos beijos embrulhados nos meus abracinho!!!
quinta-feira, junho 21, 2007
Para Obras...

terça-feira, junho 19, 2007
A arte de dizer as coisas

- Que desgraça, senhor! - exclamou o adivinho - Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.
- Mas que insolente! - gritou o sultão enfurecido - Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!
Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho. Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:
- Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.
A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao adivinho. Quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:
- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.
- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer as coisas ... Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Porém, a forma com que ela é comunicada é que pode provocar grandes problemas. A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta, mas, se a envolvermos em delicada embalagem, e a oferecermos com ternura, certamente será aceita com felicidade. "
segunda-feira, junho 11, 2007
A VOZ DO MAR

Porque o Mar é muito importante para mim, e porque gosto de partilhá-lo com pessoas especiais, aqui vai do fundo do coração um pequenina história para a Margarida.
- O que é, mãe?
- Não ouves?
Sim, ouvia. Era um som pesado lá ao longe e que depois vinha, vinha e subia, e que depois se tornava mais brandinho, para logo voltar a vir de longe. Parecia música, mas não era bem música. E talvez fosse. Bom, não seria bem música.
- O que é, mãe? - voltou a perguntar. - Que barulho é este?
- É o mar... É a voz do mar...
- A voz do mar?!
- O mar fica longe, mas a voz meteu-se aí dentro. Isto é um búzio.
- E onde nascem os búzios?
- No mar.
-Então é por isso que se ouve...
- Pois é. As ondas fazem um barulho assim quando se ouvem ao longe. E a gente está longe. Não ouves a voz que lá vem?
- Oiço.
- E depois quebra-se assim como as ondas na areia.
- Então isto é o mar? O mar é o oceano. No mapa chamam-lhe oceano. Parece que há vários... . Eu já ouvi aos que andam no quarto ano: é o Oceano Atlântico, o Oceano Índico...
- Não achas que mar é mais bonito?
- Pois é, mar é muito mais bonito.
De repente, fechou os olhos e juntou as duas mãos sobre o búzio, apertando-o contra o ouvido.
- Agora deve ser um navio que lá vem. É mesmo, é, é um navio...
A mãe aproximou o ouvido, desviando o lenço.
- Não ouves?
Não, a mãe não ouvia. Mas o importante para ele era ter o mar apertado entre as mãos. Lá vinha uma onda... e outra.
Alves Redol, Histórias Afluentes
quarta-feira, junho 06, 2007
Um dia, houve alguém, que deu vida, ás fadas mais lindas que alguma vez já li. Foi nesses textos que me cativou, e foi sempre neles, que eu fiz questão de o reter. Espero, que ele não se importe, de ver um conto dele no meu espaço, mas eu apenas me limitei a retirar do blog da Margarida, o conto que ele lhe tinha contado...
"As fadas não existem ... pelo menos é o que se diz (muitos contos de fadas começam assim). Mas, quer existam ou não, eu conheço uma. Uma fada à séria, com tudo o que uma fada deve ter. Não, não falo de varinhas mágicas, nem de chapéus em bico ou tiaras na cabeça (essas não existem mesmo). Falo naquilo que que só as fadas que existem têm: é pequenina e tem olhos verdes, é linda como uma alga do mar. Não daquelas algas castanhas e pesadas, que se afundam e misturam com a areia. Não. É como aquelas algas verdes, que flutuam e brincam com a espuma das ondas, e que nunca se afundam por mais fortes que estas sejam. E é tambem como a lua que, mesmo quando não se vê (porque é nova ou está atrás das nuvens), está sempre presente.Esta nossa fada (ou melhor, esta minha fada, pois fui eu que descobri que ela era fada) nem sempre foi fada. Primeiro foi gente, gente como nós, que vivia a sua vida como qualquer um: dormia, comia, trabalhava e divertia-se. Às vezes estava triste, outras vezes estava contente.Um dia a fada (que ainda não era fada) estava triste e sozinha. Tão triste e tão sozinha que foi até à praia (sempre gostou de praia, mesmo quando era gente, embora nunca tivesse tomado banho no mar), sentou-se nas rochas e chorou baixinho. Ela nem sabia bem porque chorava... talvez porque estivesse triste, talvez porque estivesse sozinha. E chorou aquilo que precisava.... Enquanto chorava, a maré subiu e veio uma onda. Ela, precipitadamente, levantou-se e..... escorregou e caiu à água salgada. Foi então que a fada, que até aí não era fada, começou a ser uma fada de verdade. Continuou pequenina como já era (as fadas boas são sempre pequeninas), os olhos ficaram ainda mais verdes, e o cheiro do mar e das algas passou a ser seu.Quando se levantou, molhada e cheia de areia, percebeu que algo tinha mudado em si. Olhou à volta e viu que a noite tinha caído. A lua lá estava, quarto crescente, no céu escuro, ao lado das estrelas. Fechou os olhos de mansinho e, como já era um bocadinho fada, sentou-se na lua e deixou-se levar pelo sonho. Quando os voltou a abrir (mais verdes e brilhantes do que nunca), estava de volta à praia mas agora, mesmo fada por inteiro, com a lua a abraçar-lhe os ombros e o mar e as algas a envolverem-lhe as pernas.A fada, agora que é mesmo fada, não deixou de chorar. Chora quando está triste, como qualquer outra fada (foi assim, por esta fada, que fiquei a saber que as fadas também choram). Mas já não chora quando está só ... porque nunca mais esteve sozinha na vida. Tem sempre a lua e o mar por companheiros.É esta a fada que eu conheço. Conhecer não é bem o termo, porque verdadeiramente nunca a vi. Mas sei que existe e que anda por aí, na companhia do mar e da lua, a espalhar o sonho por onde passa. Se um dia a encontrarem (como alguns a encontraram sem o saber), tratem-na bem... E enquanto a não encontram, continuem a sonhar ... é a melhor janela para que uma fada de verdade possa entrar nas vossas vidas.E quando vos disserem que as fadas não existem ... duvidem!"
Autor: fdarkeyes
segunda-feira, junho 04, 2007
A linda Chinelinha
- Quem quer casar com a chinelinha que é bonita e engraçadinha, e que nas noites de Verão junto do mar gosta de andar?
Apareceu logo um sapato, muito brilhante e elegante!!
- Quero eu, quero eu!!
- Como te chamas e do que gostas?
- Eu cá sou o sapato, e gosto muito de usar, atacadores bonitinhos para me embelezar! Gosto de dias de Inverno com muita chuva e frio para manter o meu dono confortável e quentinho.
- Tenho pena sapatinho, não posso contigo casar porque gosto muito do Verão para poder passear!!
Dito isto, o sapato foi-se à procura de uma noiva e a chinelinha continuou a pergunta:
- Quem quer casar com a Chinelinha que é bonita e engraçadinha, e que nas noites de Verão junto ao mar gosta de andar?
Apareceu uma bota alta que se apressou a responder:
- Quero eu, quero eu!!
- Como te chamas e do que gostas?
- Eu sou a Bota Alta, gosto de chuva e de lama, quando o meu dono chega a casa põe-me logo na varanda. Resisto à chuva e ao vento, melhor do que eu não existe, casa comigo chinela, vais ver que não ficas triste.
- Não posso casar contigo, não gosto de chuva e lama, e não quero imaginar uma bota na varanda.
Depois desta resposta, a Bota desapareceu, mas apareceu em seguida um chinelo de quarto:
- Quero eu, quero eu!!
- Como te chamas e do que gostas?
- Eu sou o chinelo de quarto e em casa gosto de estar, ando da sala para o quarto sem nunca eu me cansar. Eu nunca saio de casa, não tenho grande ambição para além de ler revistas e ver muita televisão.
- Desculpa chinelo de quarto, mas para mim não há remédio se eu cassasse contigo ficava cheia de tédio. Sabes sou a chinelinha que gosto de passear e a minha vida em casa não consigo imaginar:
O chinelo foi-se embora, só um pouquinho zangado e apareceu logo depois um ténis muito apressado:
- Quero eu casar contigo, minha linda chinelinha!!
- Como te chamas e do que gostas?
- Eu sou o ténis veloz, gosto muito de correr, por montes, rios e vales, nada me pode deter! Corro todos os caminhos não gosto de estar parado, o meu dono quando me usa fica muito transpirado!
-Tenho pena, caro amigo, não vou contigo casar, gosto de ver as paisagens sem que haja nada apressar. E depois devo dizer, sem querer ser ousada, detestava sentir-me sempre muito transpirada!!
O ténis continuou sempre em passo de corrida, até que surgiu um sapatinho de bébé :
- Eu quero casar contigo!
- Tu? Tão pequenino? Como te chamas e do que gostas?
- Eu sou o sapatino de bébé gosto muito de brincar com bonecas e carrinhos e gosto de passear. Gosto de jogar à bola e de correr no jardim, as crianças endiabradas é que gostam bem de mim. Gosto de ficar rotinho depois de ser bem usado é sinal que as crianças não me deixaram de lado!
-Sapatinho de Bébé, tens que crescer um pouquinho para poderes vir a ser o meu grande maridinho. Vais ficar com um espaço neste meu coraçãozinho vai brincar lindo sapato, mas antes dá-me um beijinho.
O Sapato de Bébé deu um beijo à chinelinha e foi-se embora feliz.
Aparece então o chinelinho.
- Eu cá quero casar contigo, minha linda chinelinha!!
- És muito parecido comigo.... diz-me lá o que tu gostas!!
- Eu sou o Sr. Chinelo e no Verão gosto de dar longos passeios na praia sem nunca eu me cansar. Gosto do canto dos pássaros, de rir e de namorar, gostava linda chinela de contigo vir a casar.
- Gostas de tudo o que eu gosto e és comigo tão parecido que eu tenho quase a certeza que vais ser o meu marido.
Depois de muita procura acabou por encontrar um namorado parecido, para com ela casar.
( e agora um segredo nós vos vamos contar: Se alguém os quiser ver, estão na praia a namorar)!!!
sexta-feira, junho 01, 2007
A Almofada do Luar

Sobre a toalha de Linho
E lembra-me a cor do sonho
Quando as aves fazem ninho.
É uma folha Amarela,
Que empurrada pelo Vento,
Vem colar-se à janela,
Sob o tecto do relento.
E eu, ao vê-la poisar,
Adormeço de repente
Na almofada do Luar.
Luís Infante
“Poemas pequeninos para meninos pequeninos”