segunda-feira, novembro 20, 2006

Deixa-me Ser...


Deixa-me ser...
Não me prendas no teu querer!
Não definas para mim,
Coisas que não quero ser!
Não me espelhes nas angustias
De que fazes a tua vida!
Pois não me vês no reflexo,
Nem me tens como medida!
Não pernoites nas palavras
Que pensas querer escutar
Porque a Noite, trás os ecos
Mal definidos, incertos
Não diz o que quero falar!
Por isso eu te peço,
Escuta só o que eu disser...
Não me amordaces a Alma
E deixa-me apenas... Ser!

6 comentários:

Tacitus disse...

Bonito como sempre. Do conteúdo discordo apenas do "apenas ser", acho que devemos ir para além disso, sob pena de não vivermos em pleno a vida. Boa semana, cara amiga ;)

Pinochio disse...

Doce amiga, ora aqui está um poema com toda a actualidade. Há cada vez mais pessoas a tentar impôr a sua vontade à vontade dos outros, a sua pesonalidade à personalidade dos outros, os seus gostos e os seus desejos ao gosto e aos desejos dos outros. E há cada mais pessoas a implorar..."não me amordaces a alma, deixa apenas...Ser." É pena, mas é uma realidade. Um beijinho cheio de carinho e amizade. E claro...um abracinho.

Maria disse...

Lindo.... Já pensas-te algum dia editar um livro com poemas....

Acho que podias pensar nisso.

Que alma encantadora.

Jokas mundiais e de saudades. Tenho andando muito fugidia, eu sei, mas também sabes que gosto muito deste teu espaço e desta nossa partilha de vivências e sentires..

Lord_of_light_2006 disse...

Quando não nos deixam ser nós próprios, é como se nos amordaçassem a alma, como se o nosso ser fosse perdesse a cada dia a sua essência, e nos tirassem a vontade de sonhar, de voar ou simplesmente dizer e ser aquilo que realmente somos e queremos..é deixarmo-nos de nos encontrarmos a nós próprios nas outras pessoas, nas coisas que nos rodeiam, é sentir que temos um muro à nossa volta que nos impede de alcançar aquilo que para nós é tão simples, e que vai sendo atenuado por pinceladas de amor na vida daqueles que realmente amamos e nos fazem acreditar que tudo poderá ser diferente, até acharmos de novo o caminho que nos conduzirá de novo a nós próprios.

quanto ao poema e mais uma vez nem vou dizer nada srªclone
tudo de bom para ti e para os teus:-)

Feelings disse...

Ser...estar ...sentir...

Beijos


P.S. - Voltei para ler de novo o poema do Diogo... fantástico!

luar perdido disse...

Como concordo contigo! Como entendo esse "deixa-me apenas ser", cada um tem, cada vez mais, necessidade de SER, um ser individual, neste mundo em que nos impõem mais e mais barreiras, tabus, esterótipos eleva bem alto o teu grito; Deixa-me apenas ser sem a Alma amordaçada!
Adorei.
Beijos doces