quinta-feira, novembro 02, 2006

Perdi-te...


Perdi-te...
Perdi-te no tempo em que te encontrei.
Se não tivesses enlaçado,
Todo o meu tempo em teu fado
Ter-te-ía certamente,
A todo o tempo presente!
Mas Cruzaste a minha vida,
E no momento primeiro,
Se fez longa a despedida
Num lamento derradeiro.
E então, perdi-te...
Pedi-te no Infinito
Num traço leve, indistinto...
Onde ficaste marcado,
Pintado, no meu Passado!
Agora, já nem me lembro,
A forma como te Senti...
Apenas, recordo o instante,
do Momento em que te tive
Onde tive e te perdi!

12 comentários:

alexiaa disse...

Torna-se realmente fácil entendermo-nos quando as palavras não complicam os sentimentos.
Mais uma daquelas minhas tiradas em que não penso muito em ser clara e limito-me a escrever o que as coisas imediatamente me transmitem:).

Beijos, espero que tenhas um bom fim-de-semana

luar perdido disse...

Todas as tintas que brilham no nosso passado são o arco-iris das nossas vidas, sejam esmaecidas pelo infinito, indistinto, sejam vivas e vibrantes como um rubro nascer do sol. Saberes que Tiveste, é o mais importante, fica o leve aroma do passado.
Um beijo meigo

Essa Miúda disse...

Eu acredito que nada se perde, que não existem despedidas, que o passado é apenas um estado de espiríto, que os nossos momentos são indivisíveis e fazem de nós aquilo que somos ...( Pensamento dos dias optimistas) :) Beijo, e bom fim-de-semana, Igarinha.

Feelings disse...

Será que se perde quem nunca tivémos...?

Beijos

nene disse...

Vim agradecer a tua visita ao meu blog e dizer-te que adorei os poemas que aqui tens!
Um beijinho e um bom fim de semana:)

Alexandra Real disse...

Não vinha aqui a algum tempo, e confesso que não deveria ter entrado, pelo menos ainda. Igara, o comentário que te deixo é feito de lágrimas por também eu ter perdido alguém recentemente... alguém que amei mais que a mim mesma... um beijo enfeitiçado numa mistura fina de emoções e sentimentos... espero que me entendas

Maria disse...

Olá!
Conheci o teu blog através d'O colar da princesa e adorei. Este último post então, está espetacular.
Continuação de bom fim-de-semana!!!

bono_poetry disse...

hi alma ...well devo um pouco de mim..ao teu blog ..pois ja ha algum tempo que aqui venho e so leio...penso eu de que..e aqui de um enlevado espirito (leio-te)...e proponho que venhas serenamente.....com a leveza dos pes levitados em magia de circo.....aqui a arena dos sonhos e desejos e somente tua...onde te deixas ...e de mais ninguem.....sabes que es o peso feito pena....e tambem o encantamento do magico momento.....onde (pena) e magico coexistem num mesmo tempo...um terno beijo....

RB disse...

Que poema tão lindo e sentido.
Comoveu-me...
Obrigada
RB

marisa disse...

Sempre lindissimos os textos que deixas por cá... essencialmente sentem-se, adorei este!
Tenho saudades... baci.

Pinochio disse...

"O que eu perdi em achar-te, ganhei depois ao perder-te" dizia assim um velho fado do Manuel de Almeida. Não parece ser este o caso. Parece que perdeste mesmo ao perdê-lo, pelo menos parece ser assim que sentes. Mas não perdeste, aliás costuma dizer-se que na vida nada se perde, tudo se transforma. Não é bem neste sentido, mas também aqui a frase pode ser aplicada. O amor perdeu-se? Não, transformou-se. Transformou-se em mágoa, em arrependimento, em saudade, eu sei lá em quantas coisas o amor se pode transformar. Mas não se perde nunca. Este poema é a prova disso. Um beijinho do tamanho do universo minha doce amiga.

Coral disse...

Querida Igara, como me sinto nas tuas palavras...
Um beijo sereno, melancólico, nostálgico..