terça-feira, maio 09, 2006

Entregas


Procuro nas memórias pensamentos,
Que cheguem como as águas do meu Mar.
Que me tragam pensamento convergentes,
Que me digam o porquê do meu pulsar.

Procuro a tua boca que me beija
Que me toca na pele com tal doçura
Que me faz tremer a cada toque
Que enche a minha vida de ternura.

Procuro o teu corpo que me enlaça
Que pinta a minha vida de alegria
Que sacia o meu corpo que te busca
Que impele a amar-te mais a cada dia.

Procuro apenas ter a tua entrega
Procuro dar-te parte do meu Ser
Procuro saciar os nossos corpos
Que anseiam por dar e receber!

15 comentários:

Anónimo disse...

Este teu ultimo post, Iga, será sempre a minha resposta a qualquer advertência ou puxão de orelhas que me possas vir a dar...

Pinochio disse...

Ontem a mãe extremosa, inquieta, sofredora e heróica. Hoje a mulher viva, completa, desejosa, com ânsia de partilha, de posse e de entrega. Ontem enfrentando a dôr com coragem e determinação, hoje pronta para o amor em toda a sua plenitude e sublimidade. Ontem e hoje, sempre MULHER. Um beijo manso.

Vlad disse...

As relações são mesmo assim, feitas de entregas, de dar e receber, de ansiar por ... ;)
Bjnhs

Passo disse...

belo poem de procura, entrega, da entrega :) belo belo jokas

Rats disse...

Essas impossibilidades da amizade são estranhas... explicação??
há situações que por força das circunstâncias levam a que aconteçam coisas indesejáveis... mas não há makina do tempo... e agora??

igara disse...

E agora rats? Nada como assumir as impossibilidades, sem colocar interrogações nas mãos do destino. Quanto ás impossibilidades, saberás delas, tanto como eu...ou não saberás? Um beijo :)

Rats disse...

Realmente essa das 'impossibilidades' deixou-me bloqueado... não, de facto não chego lá...
Vale uma ajuda?? :))

Anónimo disse...

Outra Vez...


Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços o que eu nunca esqueci
Você foi dos amores que eu tive
O mais complicado e o mais simples pra mim.
Você foi o melhor dos meus erros
A mais estranha história que alguém já escreveu
E é por essas e outras que a minha saudade
Faz lembrar de tudo outra vez.
Você foi a mentira sincera
Brincadeira mais séria que me aconteceu
Você foi o caso mais antigo
O amor mais amigo que me apareceu
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim outra vez.
Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
Decidi te lembrar quantas vezes eu tenha vontade
Sem nada perder.
Você foi toda a felicidade
Você foi a maldade que só me fez bem
Você foi o melhor dos meus planos
E o pior dos enganos que eu pude fazer
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim outra vez.

igara disse...

Rats, quando a amizade se adensa, tomando contornos que vão para além dela, quando as possibilidades não permitem que esses contornos tomem a forma que se julga querer, esse é o momento da tal conversa de que te falei no post anterior. Não há maquina do tempo é certo, mas há fomas de ficarmos com as pessoas guardadas em nós. Podemos guardá-las em lembranças doces, ou então apagá-las dos sentires. Tudo depende, da forma como lidamos com as impossibilidades, e do valor que atribuímos aos outros... :) espero ter conseguido esclarecer-te...

Pinochio disse...

Dentro deste espirito de diálogo saudável que este post teve o mérito de promover, gostaria aqui de felicitar o Anónimo, ( não é só criticar), pelo belíssimo poema que aqui deixou. Posso estar enganado mas parece-me haver sinceridade nesta bonita confissão.
Fala,julgo eu, de uma situação passada, dolorosa mas bonita ao mesmo tempo. Será isso possível? Julgo que é, assim nós saibamos tirar lições dos nossos erros, ou mesmo dos erros alheios. Não me vou alongar sobre um assunto que desconheço totalmente, mas meu caro anónimo, ( e olha que não costumo encarar assim o anonimato), posso dizer-te que gostei deste teu poema. Pareceu-me sincero, e parece-me bonita a forma como recordas uma (possível), relação que não deve ter sido fácil, a fazer fé nas tuas palavras, que não são dengosas, nem vampirescas. Um abraço

igara disse...

Pinochio....já te disse várias vezes que gosto de ti, mas a verdade, é que não me canso de te dizer isso! Gosto mesmo! :)

Anónimo disse...

Era assim que eu desejava ter-te, partilhar-te!

Anónimo disse...

Infelizmente não é de minha autoria, Deus não me deu esse dom...

igara disse...

Anónimo, vá lá saber-se porquê, esta musica do Roberto Carlos, durante muito tempo, apesar de cantada por mim vezes sem conta, nunca me chegou clara ao pensamento. Até um dia...houve um dia, em que ela me fez sentido, apenas porque a partilhei no sentir.

Sei hoje, que há coisas que ficarão sempre perto, porque se buscarão sempre, apesar das distâncias, apesar das impossibilidades! Um beijo manso e doce, tá tá.... :)

Anónimo disse...

Tá tá??...