quarta-feira, maio 10, 2006

Murmúrios de paixão

As palavras mais belas
São as que me nascem do teu corpo
Cabelos, lábios, olhos, braços...
Até o peito, onde me aconchego.
Escrevo-as devagar...
Como se lhes tocasse
E cada uma delas é como um espelho
De onde se libertam as tuas mãos,
Dedos e olhos...
Que beijo num murmúrio de segredos.
Precipitam-se sinónimos,
Adjectivos com objectivo,
Pronomes com carícias doces,
Sílabas encontradas na falésia do desejo
Mas abro o livro
Para além de palavras
É a ti que eu quero
E faço-as voltar até onde nasceram
Cabelos, olhos, lábios, braços...
Até o peito, onde me aconchego.
Autor: Le_Poete

16 comentários:

igara disse...

Falei com Le_Poete apenas uma vez...ele quis partilhar comigo este poema. Por ser belo, decidi partilhá-lo com quem me lê, porque quando se escreve assim, há sempre prazer na partilha. Um beijo manso... :)

Vlad disse...

Fizeste muito bem em partilhar. É um poema muito belo e muito bem construído... gostava de ler mais coisas do Le_Poete ;)
Bjnhs

Pluma(princesavirtual) disse...

Olá igara,

não tenho tido muito tempo para as minhas visitas...mas hoje parei nas tuas memórias e li tudo até ao fim...
Um texto doce, forte, sensivel, bonito... parabéns !!! Gostei verdadeiramente

Ps peço desculpa ao Le_poete mas faço ao adiantado da hora não tive tempo de ler o poema :) volto depois

A.Feiticeira disse...

Olá linda, que poema lindo postaste tu, mulher...
adorei... imaginei cada desfolhar, cada verbo cada paragrafo desse livro que é o corpo de alguém... está muito lindo, amei...e sabes que quando amo, amo mesmo...pena que sejas só tu a saber disso...aahahahaha (esta foi uma indirecta) ...ahahaah...beijo, adoro-te, sua doida...Um beijo enfeitiçado numa mistura fina de emoções e sentimentos...

marisa disse...

Intemporal!
Sempre delicada em cada escolha que fazes, delicioso.
Beijinho...

Anónimo disse...

éna as impossibilidades da amizade, quem foi amigo um dia, de verdade, de forma coerente e sincera, que nunca partilhou com terceiro, segredos duma amizade... saberia ser justo!

igara disse...

Anónimo, o sentido de justiça, é uma vez mais, uma definição relativa, que se remete á forma como cada um a sente. Não percebi muito bem o teu comentário e por isso, não me atrevo sequer a fazer grandes ilações, tavez se fores mais claro, quem sabe... :)

Tacitus disse...

Bonito e cheio de sentimento...gostei. Um abraço e votos de bom fim-de-semana!

Anónimo disse...

às vezes mais vale desistir, do que persistir em dsilusões...

igara disse...

As desistências são sempre viáveis. Muitas vezes é preferivel desistir que insitir em situações que não nos levam a lado nenhum. Mas até mesmo nas desistências, há que haver respeito por quem cativámos no processo. Desistir, sem explicar, deixa de ser desistência e passa a ser cobardia. Há quem goste de cobardias, mas eu perfiro a frontalidade. Enfim, feitios....Um beijo e volta sempre....

Rats disse...

Não é cobardia .. às vezes não é preciso explicar ... quando é óbvio,quando a desilusão é grande, quando a confiança desaparece...as memórias persistem, boas, que nos fazem sorrir, dos problemas que partilhámos, dos momentos que passámos, em que crescemos, nos compreendemos e que verdadeiramente amámos com a luz da amizade, talvez com a inconsequência da juventude.
Seja mau ou bom, ficam sempre as recordações...
A frontalidade não é necessária quando se conhecem as razões.

Vlad disse...

Quem será este anónimo último??

igara disse...

Rats, é uma opinião, mas eu continuo a achar que a frontalidade é um traço de carácter, e simplemente, não a dispenso! Um beijo e volta sempre! :)

Rats disse...

A frontalidade é um traço de carácter quando o outro alguém nos respeita, quando assim não é... basta o óbvio, embora por ter sido uma excelente amizade enquanto durou, às vezes a alma dá lugar a recaídas...

Rats disse...

A frontalidade é um traço de carácter quando o outro alguém nos respeita, quando assim não é... basta o óbvio, embora por ter sido uma excelente amizade enquanto durou, às vezes a alma dá lugar a recaídas...

Rats disse...

A frontalidade é um traço de carácter quando o outro alguém nos respeita, quando assim não é... basta o óbvio, embora por ter sido uma excelente amizade enquanto durou, às vezes a alma dá lugar a recaídas...